17 de agosto de 2011

Desvairo!

Embriagada viajo… nas tuas palavras
(in)certas, meigas, intensas...
Ondulo no desejo que voa ao sabor dos teus dedos
Que delicadamente pousa...
Em cada recanto angelical da minha pele
Fecho os olhos, invado-te no sonho!
(Des)ordenamente toco-te…
Quero-te! Desejo-te!
Na boca o sabor salgado dos teus beijos
Doces, molhados… arrancados no mais fundo de mim
Como espinhos cravados na alma
Leves, ardentes... brasas incendiárias
Forjadas nas agruras da vida!
Dormência cristalina da alma!
Rebuscando-te, traço desenhos incertos, (im)piedosos
Num suave som emanado pelo assobiar do vento
(im)possível, inquebrável encanto...
De uma alma faminta de amor, sem pudor
No calar da minha boca, no fogo que me (te) consome
O arrebatar dos insanos toques dessa paixão
Chama que arde no teu (meu) peito
Perco-me no luar dos teus olhos… penetrantes, profundos
Profanados pelo querer faminto das almas
A tua na minha, a minha na tua...
Onde vive um animal selvagem, preso, encarcerado
No cheiro do teu corpo inebriado pelo perfume do meu!

1 comentário:

Malu disse...

Angel, minha amiga, quanta sedução e apelos sempre encontro em seus poemas que são de derreter a alma da gente.
A voz daquele que amamos causa um grande impacto em nós... muitos não a ouve, mas quem se dispõe a ouví-la sempre se embriaga... Lindas palavras semeis por aqui, todas as vezes que escreve este teu poemar carregado de paixão.
Abraços em seu coração...

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