Mostrar mensagens com a etiqueta dor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dor. Mostrar todas as mensagens

2 de agosto de 2011

FUGIR!

Quando o passado nos atropela de forma alucinada, faltando o ar, que apressadamente desce garganta abaixo, e provoca uma contracção involuntária no peito. Quando tudo o que queremos é parar, simplesmente parar... quando as lembranças do que fomos, da simplicidade que nos envolve a alma se solta e nos envolve de nostalgia, e nos faz lembrar o quanto já demos de nós ao universo, e o quando ainda iremos dar. Quando queremos reter o mundo nas mãos. Quando achamos que conseguimos engolir o sistema planetário de um só trago e devolver a paz às entranhas crucificadas pela tortuosa caminhada. Quando tudo o que queremos é do tamanho inexorável de um bago de arroz, e chegamos à conclusão que os sentimentos pequeninos não têm a importância que lhe atribuímos. Quando tudo o que queremos se resumo a uma pluma largada no vento, suspensa no imaginário do nosso subconsciente. Quando dentro de uma mão cabe todo o nosso mundo, pequenino, mas cheio de tudo o que de mais precioso e frágil possuímos. Quando achamos que estando no chão, ainda nos podemos enterrar mais um pouco, ainda nos sobra forças para lutar contra o irreal, contra o nunca imaginado. Quando toda a dor cabe numa lágrima derramada silenciosamente no escuro. Quando tudo o que queremos, sentimos é... FUGIR!

Participação no tema de Agostoo

16 de maio de 2011

Preocupação de mãe!

Qualquer mãe deseja sempre o melhor para os seus filhos, pelo menos o suposto é que assim seja, mas existem situações na vida que ultrapassam qualquer entendimento, qualquer vislumbre de razoabilidade racional quando entre um casal as discussões assumem proporções para além do concebível, para além do que um dia se imaginou viver. E pensa-se: valerá a pena? Será justo que qualquer adulto que tenha dois dedos de testa faça com que uma criança inocente passe pelo tormento quando um casal vai transformando num inferno o seu dia-a-dia? É normal e saudável que por força do egoísmo dos adultos uma criança tenha de assitir a uma guerra inglória?... Estas e tantas outras perguntas ficam sem resposta quando ao invés de um sorriso nos lábios e um brilho no olhar de tenra idade se vislumbra um olhar vago, uma lágrima caída de quem se sente rejeitado pela própria vida, como se não pertencesse a lugar nenhum. É legítimo uma mãe querer colocar a mão por baixo de todas as quedas que os seus filhos poderão vir a dar, mas não será legítimo colocar uma poça de lama para eles se enfiarem lá dentro. É legítimo que qualquer mãe desejando o melhor, esteja sempre lá com a mão estendida, e um colo que não tem tamanho, mas não é legítimo por força do egoísmo ignorar o sofrimento que infligimos aos nossos filhos de cada vez que um dos elementos agride o outro verbalmente, tentando tirar vantagem na frente de uma criança. É revoltante ver todas as situações que as crianças têm de assistir, por via de um casamento que termina mal, onde a razão deixa de imperar, onde nem os bons sentimentos já existem, e os adultos se esquecem de ser adultos,  passando de forma egoísta por cima dos sentimentos e desejos das crianças. O indicador dos divórcios é cada vez maior, estará talvez na altura de pensarmos duas vezes antes de colocarmos no mundo outros seres humanos para os fazer passar por este tipo de situações, e indo mais longe, será talvez melhor pensarmos e olharmos verdadeiramente para o que desejamos, para o que se pretende de um casamento, sem ilusões, sem máscaras, sendo verdadeiros, porque amor não acaba, o que acaba são outros sentimentos aos quais muitas vezes lhes damos esse nome, e que com o tempo se vão desvanecendo. Porque é verdadeiramente revoltante que no final de tanto sofrimento ainda se abandonem as crianças num orfanato como se elas não valessem, nem fossem nada… como se não fossem de ninguém, tornando-as orfãos de segurança emocional. Como se não tivessem sido carregadas durante nove meses no ventre de um ser humano!...

Participação no tema de Maio

19 de janeiro de 2011

Em busca de ti!

No silêncio...
Procuro-te por entre vozes em fúria,
traço ilusões neste instante
de solidão sentida
onde as lágrimas arrastam as saudades
de novamente ser…
Procuro em mim, o resto de ti!
Que deixaste plantado
ao longo dos dias do passado
trilhado pela musica da vida!
Onde as rugas reflectidas
num qualquer espelho perdido no tempo
me mostram que não sou mais eu…
Na contemplação infinita das horas,
nesta busca incessante de ti...
Anseio tocar-te de novo
desejo aquecer-me nesse corpo inerte,
quieto no fundo da sala,
beijar cada canto sombrio da alma
e num consolo desmesurado
matar o vazio que se agiganta
em turbilhão e que me povoa
os pensamentos...
as emoções...
a mente...
e transforma a alegria em dor!
No arrastar pesado da vida,
olho-te uma vez mais,
o vejo um semblante mal desenhado
que acorrentado a ti
naufraga nas tormentas que se avizinham,
aquelas que me trespassam
o ser todos os dias
sem deixar que a alma se solte
e pare para respirar!
Virá o dia!...
Em que a luz penetre em ti
e me volte a iluminar o olhar
e no rosto plantar um sorriso de esperança,
e não mais me deixe só...
nesta dor que se alimenta
da escuridão!...

17 de janeiro de 2011

Caminhando sozinha...

Sensações, sentimentos contraditórios de vazio, tristeza, perda, solidão… embrulham-me a alma que se desnuda ao cortar as correntes do passado em busca de uma nova aurora, trilhando um novo caminho... morro a cada minuto, e no entanto, sinto-me a renasçer no meio da desilusão, onde o corpo cansado de lutar parece já não servir ao novo espírito que está a habita-lo... como se este perecesse junto com a morte de um ciclo que terminou para dar lugar a algo maior, mais grandioso. E pesa esta sensação de liberdade, de largar definitivamente as correntes que me prenderam ao passado, ao que já não faz sentido dar continuidade… e a alma, só... cala os gritos ensurdecedores do Ego que estilhaçam o espírito revoltado, zangado, furioso... consigo mesmo, e com o mundo. E dando os primeiros passos talho na ardósia da vida uma nova era com a tinta que me sai dos dedos e me chega do olhar distante, perdido no horizonte ténue do futuro ainda por construir... um olhar embaciado pelas lágrimas que escorreram face abaixo, e que agora secam e não mais impedem o vislumbre da luz, do sol nascente...

14 de janeiro de 2011

Uma ferida que doi!

Um sonho…
Sonhado
vivido
cantado
terminado!
Rasgado pelo tempo!
Desfeito pela ilusão!
Jogado ao vento!
Perdido
entre os dedos
como areia fina…
Calado para sempre!
Fechado
nas entrelinhas das palavras…
Proferidas
doridas na alma
confessadas
arrancadas sem pudor!
Expostas como uma ferida
aberta
massacrada
pisada
a frio
sem dó nem piedade
e sem anestesia!
Um grito que se libertou!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...