Acordando de mansinho… num silêncio rouco
duma lágrima cristalina escorrida
do uivar das ondas que vêm e que vão
sem nunca parar…
Onde o mundo poisa levemente a mão
subindo uma espécie de escadaria de ilusões
percorrendo prados verdejantes de flores douradas
na terra do nunca… onde repousam os sonhos!
Quero-te de novo na palma da minha mão
ao alcance do olhar da alma
sem censura, sem pressa, sem dor
numa união única do ser
sem fantasmas, sem máscaras…
transparente como um rio que corre sereno!
Faz-me beber dos teus sentimentos mais ocultos,
do sangue que corre nas tuas veias,
e que fazem acelerar as batidas do coração
deixando a alma em completo delírio!
Renasce de novo em mim…
num suspiro, num gesto, numa carícia…
sentindo o leve toque da saudade,
com cheiro de mar salgado
numa sintonia desencontrada da realidade sonhada
que sorrateiramente vem chegando até mim
de pés descalços e uma mão cheia de nada…
tentando alcançar a outra margem
numa fuga sem perdão, num rasgo de pura loucura!Poema de participação no tema de Fevereiro


















